
Parece cíclico. Cada geração vê-se marcada por um acontecimento fracturante que nos afasta do paraíso na terra.
A humanidade recusa-se a viver em harmonia. Cultiva a intransigência, o egoísmo, a violência, tendendo fatadicamente para o extermínio...
A História encarregar-se-á de estudar a geração 11/09 na qual certamente me incluo.
No entretanto, questiono-me no alcance que teve uma Primeira e Segunda Guerra Mundial. Quase um século de destruição que acabou com uma promessa: "nunca mais"! Em Portugal foi necessária uma revolução florida para redescobrir a democracia...
Para além da devida diferença de escala, sinto como evidentes as conquistas de tais convulsões, mas todavia muito aquém dos sacrifícios vividos por famílias, e sociedades inteiras. Como se não bastasse de sofrimento, insistimos nas oportunidades de destruição. Guerras e catástrofes naturais provocadas pela desregulação dos ecossistemas alimentam o ciclo de destruição.
Sinto o compromisso de uma geração privilegiada que deveria abster-se de egoísmos e dedicar-se genuinamente ao próximo.
...Chega de hipocrisia, pois sei que vou fechar o computador e voltar à minha confortável rotina. Espero no entanto ter a capacidade de corrigir uma atitude passiva para adoptar um comportamento mais consciente e solidário.
"We will have time to reach the Millennium Development Goals – worldwide and in most, or even all, individual countries – but only if we break with business as usual.
We cannot win overnight. Success will require sustained action across the entire decade between now and the deadline. It takes time to train the teachers, nurses and engineers; to build the roads, schools and hospitals; to grow the small and large businesses able to create the jobs and income needed. So we must start now. And we must more than double global development assistance over the next few years. Nothing less will help to achieve
the Goals."
United Nations Secretary-General
Kofi A. Annan
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